Tal é uma menina sonhadora, filha de pais fantásticos que sempre acreditaram que era possível paz entre os povos. Depois de vivenciar uma bomba perto de casa, resolve fazer contato com o outra lado da fronteira, pois se recusa a admitir que todos os palestinos são iguais. E ela descobre pelo menos um diferente, Naim. Com seu senso de humor e sacarmo delicioso de ler. Logo na sua primeira resposta já estava apaixonada. Um menino que não teve os privilégios que a Tal teve, mas nunca deixou de sonhar. Que mostra para ela as diferenças. E na troca de cartas, cada um descreve como viu/onde estava quando certos fatos ocorreram, assinatura de tratado de paz com o auxílio do Bill Clinton e a morte do primeiro ministro israelense. A esperança de paz sendo construída para em seguida ser estilhaçada com um tiro. Como tudo mudou em um segundo. Como proceder depois disso? De quem é a culpa?
Quando estava lendo o livro, jurei que teria um final trágico. Afinal, já se passa na faixa de gaza, fala de amor entre uma israelense e um palestino. Nas primeiras páginas já cita Diário de Anne Frank, depois Bonequinha de Luxo e em um determinado momento eles se comparam a Romeu e Julieta. Mas a verdade é que esse é um livro de esperança, e talvez por isso, tenha um final quase romântico.
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